sexta-feira, dezembro 11, 2009

Louvar


Porquê louvar a Deus? É um dever, um privilégio, uma forma de nos sentirmos bem ou mais próximos de Deus? Qual é a nossa motivação quando louvamos a Deus? O que nos move a fazê-lo? Louvar e adorar é um instinto natural e uma necessidade básica comum a todos os homens. Deus desenhou-nos dessa maneira. Por todo o mundo, ao longo dos séculos, em todas as culturas, o Homem adorou. Talvez esta seja a razão de louvarmos a Deus, mas se é este o único motivo, a nossa auto-satisfação, então louvar entra no plano da realização pessoal. É este o propósito de louvar a Deus?

Porque louvamos? Há algum tempo atrás um amigo disse-me em confidência, após o tempo de louvor num culto: “hoje o louvor parece que sai a ferros”. Compreendi perfeitamente o que ele queria dizer, precisamente porque, por vezes, me sinto dessa forma. Buscamos uma sensação de bem-estar que quando não surge, nos faz sentir que estamos a esforçar-nos em vazio. O que acontece de errado então? Somos nós, é a nossa atitude, são as circunstâncias? Afinal, se louvar nos faz sentir bem, não deveria fazer-nos sentir bem, sempre?

Porque louvamos a Deus? Por obrigação? Porque o servimos e somos salvos e temos essa obrigação em forma de privilégio? É essa a razão de louvarmos a Deus?

David louvava e adorava a Deus em todo o lugar. No campo, enquanto pastoreava, compunha, tocava e entoava cânticos de louvor a Deus. Tinha uma vida de estreita intimidade com Deus, cuja consequência natural era louvar. Deus declara na Bíblia que David era um homem segundo o Seu coração. David não se constrangia perante fosse o que fosse quando o assunto era Deus, e Deus honrava-o por isso. Derrotou Golias na força do Senhor dos Exércitos (1 Samuel 17:45) e a certeza da confiança que tinha n’Ele levou-o a declarar, quando foi desprezado pela sua mulher por dançar e louvá-lO publicamente: “sim, foi perante Senhor que dancei; e perante ele ainda hei de dançar. Também ainda mais do que isso me envilecerei, e me humilharei aos meus olhos” (2 Samuel 6:21, 22).

No segundo livro de Crónicas, capítulo vinte, lemos acerca de um episódio da história de Judá, sob a liderança de Jeosafá. Num tempo de angústia e aflição, em que o povo reconheceu total e completa incapacidade e pediu a Deus, não ajuda, mas livramento, foi através do louvor que Deus trouxe vitória. Uma das frases mais simples e tocantes que já li na Palavra de Deus, reporta-se a esse episódio, em que Jeosafá, diante da congregação de Judá, termina o apelo a Deus com esta frase: “Porque nós não temos força para resistirmos a esta grande multidão que vem contra nós, nem sabemos o que havemos de fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti” (2 Crónicas 20:12). E diz a Palavra de Deus que, indo Judá ao encontro do inimigo, louvando a Deus, chegou ao campo de batalha apenas para encontrar os exércitos que lhe vinham ao encontro, aniquilados, restando apenas saquear o despojo da batalha. Jeosafá conduziu o povo numa atitude de apelo a Deus e descanso n’Ele (“porém, os nossos olhos estão postos em ti”), e na confiança posta em prática através do louvor, levando Judá a experimentar o indescritível livramento de Deus.

Vitória, alegria, angústia, tristeza, livramento, são situações reais de uma vida real, muitas vezes a nossa. Então, porque devemos louvar a Deus? David expressou o que sinto e creio ser a razão, da forma que melhor traduz o que sinto: “O Senhor reina.” (Salmo 97). De facto, é porque o Senhor reina que o louvamos. Quando experimentamos o reinado d’Ele na nossa vida, como deixar de O louvar?

Mas o que é de facto, louvar e adorar? Louvar é glorificar, abençoar, celebrar, exaltar, festejar, aplaudir, elogiar, gabar, enaltecer, bendizer. Adorar é amar, honrar, respeitar, reverenciar, venerar, admirar, apreciar. E é impossível que conhecer Deus não nos leve a ter desejo de fazer e sentir todas estas coisas. Então, louvamo-lO porque Deus é Deus. Não por qualquer outra razão, mas porque Deus é Deus, na angústia e na dor, mas também na alegria e vitória. E é por essa razão que mesmo que tudo à nossa volta pareça inverno, estamos certos da razão de louvarmos o nosso Rei.

“O Senhor reina, regozije-se a terra” – Salmo 97:1

1 comentário:

Celso Miranda disse...

Louvar: É elogiar, dizer palavras bonitas ‘a quem queremos honrar, glorificar, exaltar,enaltecer,bendizer.

Hebreus 13:15
“Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome”.

Ofereçamos a Deus através de Jesus sacrifício de louvor, isto é: Fruto dos lábios; palavras que saem de nossa boca que dizem quem Ele é e o que Ele faz.
Só podemos falar de alguém se o conhecemos, só conhecemos se andarmos com Ele.

Oséias 6:3
Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao SENHOR; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.

Jô 42:5
Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos.

Tem pessoas que conhecem Deus só de ouvir falar.
Outros conhecem é de andar com Ele.